Descubra como a diálise peritoneal oferece autonomia, conforto e qualidade de vida para pacientes renais crônicos. Um tratamento que pode ser feito na comodidade do seu lar, garantindo excelência no controle da doença.
Diferente da hemodiálise tradicional, que utiliza um filtro artificial (dialisador) na clínica, a diálise peritoneal (DP) utiliza o revestimento interno do seu próprio abdome — chamado de peritônio — como um filtro natural para limpar o sangue.
Um líquido especial de limpeza (solução de diálise) é introduzido no abdome através de um pequeno tubo flexível (cateter). Essa solução permanece na cavidade peritoneal por algumas horas, absorvendo os resíduos, toxinas e o excesso de líquidos do corpo. Depois, esse líquido é drenado, levando consigo as impurezas, e uma nova solução "limpa" é introduzida, recomeçando o ciclo (processo de "troca").
Esse método é menos invasivo, é [indolor] e na maioria das vezes, o paciente realiza a terapia de forma segura em sua própria casa, proporcionando muito mais flexibilidade na rotina.
Ambos os métodos são eficazes, a escolha depende do quadro clínico do paciente e da rotina familiar. O nefrologista ajudará a identificar a melhor prescrição.
É uma técnica manual, que não utiliza máquina. A gravidade é usada para colocar e retirar a solução do abdome. É realizada em média 3 a 4 vezes ao dia (trocas). O paciente tem flexibilidade total para fazer em qualquer ambiente tranquilo, seco e limpo. Ao final de cada troca (cerca de 30-40 min), o cateter é desconectado, e você fica livre até o próximo ciclo.
Na DPA, utiliza-se a máquina cicladora para fazer as trocas. Geralmente ela é programada para realizar a terapia durante a noite, enquanto o paciente dorme. O tratamento leva de 8 a 10 horas. Esse modelo é altamente recomendo para quem trabalha, pois deixa o dia totalmente livre, apenas precisando ligar a máquina ao se deitar.
Conheça os maiores benefícios da diálise peritoneal em termos médicos e qualidade de vida.
Adequa a terapia à sua rotina e não o contrário. Permite manter horário de trabalho e ter vida social mais ativa.
O paciente não fica preso à sua cidade. Os insumos do tratamento podem ser transportados ou entregues no destino da viagem.
Excelente alternativa para pessoas que sofrem com fobia de agulhas (tripanofobia), garantindo um começo indolor.
Como a purificação é feita com mais frequência (diariamente), geralmente há menor risco de acúmulo súbito de potássio, fósforo ou líquidos, permitindo uma dieta mais diversificada.
A retirada de líquido ocorre de maneira gradual, reduzindo drasticamente quedas bruscas de pressão (hipotensão), muito comuns em terapias convencionais.
Estudos indicam que esse método ajuda a manter por mais tempo a escassa função renal restante (chamada de função renal residual).
O processo de purificação peritoneal (troca) é estruturado em passos bem definidos. Tudo ensinado rigorosamente por enfermeiros especializados.
Qualquer paciente renal no estágio 5D com liberação médica, que não possua contraindicações anatômicas na cavidade abdominal (ex: histórico de muitas cirurgias abdominais complexas).
Pacientes motivados, com autonomia, e/ou que possuam um familiar ou cuidador qualificado apto para ser treinado nos protocolos da terapia.
Residências equipadas com um ambiente limpo, higienizado, seco (sem presença de mofo ou animais no cômodo isolado), onde as trocas acontecerão para garantir baixos índices infecciosos.
Boa compreensão sobre o seguimento asséptico — higiene intensa e criteriosa da equipe e técnica de mãos exigida pela Agência de Saúde, além do preenchimento da ficha de diálise diária.
A Renal Expert oferece estrutura completa de diálise peritoneal em casa nas principais cidades e bairros do estado:
Não. A introdução do líquido não causa incômodo doloroso, você pode apenas ter a sensação térmica do líquido ou sensação de "estar cheio" devido ao volume da solução na cavidade do estômago. Todo o tratamento deve sempre ser tolerável e não incapacitante.
Sim. É extremamente natural muitos pacientes, logo após o início do tratamento, continuarem tendo volume de urina mantido (função residual). O nefrologista utilizará as medidas desse volume para ajudar na formulação da terapia na máquina.
Não. Quando a diálise peritoneal é regulada, seja via SUS ou Planos de Saúde (Convênio), os insumos, materiais médicos e a máquina cicladora ficam aos encargos do programa, e repassados sem custo de aquisição de propriedade ao paciente.
O maior inconveniente e complicação é o risco de infecção no orifício do cateter ou no próprio peritônio (peritonite), ocorrendo via quebra de protocolo sanitário na limpeza da conexão da bolsa. No treinamento será amplamente incutido no paciente as rotinas certas. Evitar o erro minimiza muito qualquer intercorrência de infecção grave.
Essa terapia possibilita que você conduza a sua doença da melhor forma possível, priorizando sempre a sua qualidade de vida. Encontre com a Renal Expert os especialistas da sua região.
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