João Pessoa Inicia Cirurgias de Fístula Arteriovenosa no Hospital Dia

Publicado em 02 de Maio de 2026 • 5 min de leitura • Revisão Editorial Renal Expert

Ilustração médica de uma fístula arteriovenosa amadurecida para hemodiálise
A fístula arteriovenosa é considerada o padrão ouro para o acesso vascular em hemodiálise, superando os cateteres em segurança.

Um novo marco no cuidado ao paciente renal em João Pessoa teve início esta semana. O Hospital Dia Irmã Beatriz Fragoso realizou as primeiras cirurgias de confecção de fístula arteriovenosa (FAV), trazendo avanços significativos para a rede de saúde municipal e para os pacientes acompanhados pelo Centro Municipal de Nefrologia (CMN).

A iniciativa da Secretaria Municipal de Saúde (SMS) foca em um dos pilares da nefrologia moderna: a redução do uso de cateteres. Embora úteis em emergências, os cateteres apresentam riscos elevados de infecção e trombose. A fístula, criada através da ligação cirúrgica entre uma artéria e uma veia, é um acesso subcutâneo muito mais robusto e duradouro.

Por que a Fístula é o "Acesso de Escolha"?

A fístula arteriovenosa permite um fluxo sanguíneo adequado para a filtragem na máquina de diálise com menor risco de complicações. De acordo com o Dr. Antônio Vasconcelos, cirurgião vascular do CMN, a transição para a FAV representa mais dignidade no tratamento.

6 Semanas

É o tempo médio necessário para que a fístula "amadureça" e esteja pronta para as primeiras punções na hemodiálise.

O Diferencial do Hospital Dia

O modelo de atendimento no Hospital Dia Irmã Beatriz Fragoso permite que as cirurgias sejam feitas com anestesia local. Os pacientes passam por um breve período de observação e recebem alta no mesmo dia. Esse fluxo reduz a necessidade de internações hospitalares e permite que a jornada de recuperação ocorra integralmente no ambiente domiciliar.

Assistência Especializada em João Pessoa

Os pacientes beneficiados já possuem acompanhamento multidisciplinar no Centro Municipal de Nefrologia. A nova frente cirúrgica no Hospital Dia amplia a resolutividade da rede, garantindo que o paciente não precise esperar por vagas em grandes hospitais gerais para um procedimento ambulatorial.

Relato do Paciente: Autonomia e Vida Ativa

Para Carlos Augusto, de 55 anos, a fístula é sinônimo de liberdade. Após um ano e três meses usando cateter, ele vê na cirurgia a chance de retomar atividades simples, como ir à praia ou piscina, que são restritas para quem possui o acesso externo do cateter.

“Estou confiante. Com a fístula, dá para ter uma dinâmica no dia a dia que fica bem melhor”, afirma Carlos, exemplificando como o acesso definitivo impacta diretamente o bem-estar psicológico e social do paciente renal.

Considerações Finais

O avanço em João Pessoa reforça a importância de políticas públicas focadas na prevenção de complicações renais. Garantir que o paciente tenha acesso à fístula logo nos estágios iniciais da diálise é uma estratégia de nefroproteção que salva vidas e reduz custos para o sistema de saúde.

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02 de Maio de 2026
Revisado por Conselho Editorial Renal Expert